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    3/24/2008

    Esquecer-te

     

     

    Quando na alma ferida a dor se entranha,

    Tentar  esquecer é uma luta desigual,

    Ainda ouço os teu sorriso de forma estranha,

    Parecendo divertimento  em descabido ritual

     

    Há.., como queria que pudesses entender

    Como desejava com fervor que  sentisses

    Que não há formulas  para relações manter

     Nem Sentimentos que prendem.

     Sem deixar  que partisses.

     

    Como  senti essa mudança  terrível e medonha

    Carregada de medos confusões e peçonha

    Deixa-me o corpo sujo, estafado ,feito um trapo

    A alma esmagada ,entristecida , morta de vergonha.

     

    Deixa-me aqui neste sufoco,  aos poucos acabando

    Não sei se vou continuar, não sei que caminho tomarei

    Lembrando-me  decerto que quero esquecer-te

    Com a certeza absoluta que jamais o conseguirei.

     

    Hermes

    3/19/2008

    Sinto saudade

     

     

    Eu  hoje fiquei  tão triste

    Não entendo o que me aconteceu

    Talvez precise  desabafar  um pouco

    Talvez precise falar com  Deus

     

    Eu  sei  que não é possível

    Talvez  Deus  esteja ocupado

    O que sinto eu sei bem

    É tristeza,é amor,é saudade,

    Mas isso  não é pecado.

     

    Sinto saudade do que  vivi

    Daquilo que contigo passei

    Dos caminhos que percorri

    Dos sítios por onde andei

     

    Sinto saudade de tudo  e  de nada

    Do mais pequeno  dos prazeres

    Do que era certo e era louco

    Sinto saudade do passado

    Sinto saudades  sem fim

    Sinto saudades de à pouco !

     

    Hermes

    3/11/2008

    Fanatismo

     

    Minhálma, de sonhar-te, anda perdida
    Meus olhos andam cegos de te ver!
    Não és se quer razão do meu viver,
    Pois que tu és já toda a minha vida!

    Não vejo nada assim enlouquecida...
    Passo no mundo, meu amor, a ler
    No misterioso livro do teu ser
    A mesma história tantas vezes lida!

    "Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
    Quando me dizem isto, toda a graça
    Duma boca divina fala em mim!

    E, olhos postos em ti, digo de rastros:
    "Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
    Que tu és como Deus: Princípio do Fim!..."

     Florbela Espanca