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9/17/2008
Não pensei no que dizia
Veio-me á cabeça e escrevi
Disse o que me apeteceu
O que naquele momento senti
Foi um laivo de loucura
De tristeza,alegria, emoção
Foi o sentimento colocado nas palavras
Que com o sentido de um louco
Falam de amor e paixão
Sentimentos indefinidos
Sentidos sem explicação
Baralham-nos no que sentimos
Nesta inconstante loucura
Nesta amarga ilusão
Na loucura de cada um
Na sanidade que julgamos
Existe em todos verdade
Chamamos a alguns insanos
Hermes
9/15/2008
Sem tempo para pensar
Nas feridas que estão abertas
Na dor que têm causado
O tempo que já passou
E o tempo teima ao passado voltar
Aliei-me ao tempo,
Esse que tudo faz passar
Que para todos o males tem cura
Sem que no seu tempo vá exigir
O que no final vai cobrar
De tanta forma contada
Alheio a tudo vai passando
Equecendo quem neste mundo sofre
Ignorando quem vai inventado
O tempo que orientará o seu norte.
Tempo contado pelos homens
Lido pelos relogios de sol
De mil máquinas inventadas
De tudo o que nos envolve
Serás tu, tempo, bom conselheiro
De almas despedaçadas ?
Hermes
7/11/2008  DIV> 6/1/2008
A loucura escreve melhor,
Insinua-se suavemente na alma,
Em travos de surpresa a cada esquina,
Sem pompa embasbacada,
Ensaiando irreverentes coreografias
Em fúria e solidão tumultuosa,
Povoando a penumbra onde a luz se condensa num rumor,
Como um piano dissimulado num canto recôndito,
Onde a tragédia é mais indiferente e fascinate,
Onde cheira a ausência e demência
E a obsessão que se entranha
Condenam-se,
Num incestuoso medo de se amar a sí própria.
In-Furor das noites cheias-Daniel Costa-Lourenço 5/30/2008
Intemporal,
Hora certa
Hora de te encontrar
Momento de loucura
De explosão
Sem haver combinado
Estranha sensação
O mundo roda noutro sentido
O tempo está em convulsão
Algo está invertido
Nesta amarga ilusão
Vivo no inverso, fora de horas
Parei no tempo da sedução.
Hermes
a Alice)(para 5/22/2008 Voltei, embora não tivesse perdido o contacto com este singular espaço
principalmente com as pessoas que mais o visitam e que naturalmente
entre elas estão as mais queridas.
Cometi uma pequena gafe por desconhecimento,Eliminei a entrada " vou de férias"
pensando que se manteriam os comentários., assim não aconteceu.
A quem comentou peço imensa desculpa.
Um beijo terno a quem é de beijar.
Um abraço forte a quem é de abraçar.
Hermes 4/29/2008
Olhando o passado sorrindo para a dor
Vivendo o presente cada vez com mais fervor
Vou duvidando de tantas palavras
Que sem serem ditas pronunciavam amor
Parecem-me agora um pouco estranhas
Palavras enganadoras ditas sem nexo
Ecoando lá longe, cada vez mais distantes
Escutando o seu som vejo o seu reflexo
O tempo corre sem nada que o faça parar
Fica tanto de não sei bem o quê
Algo que se esvai e que não sei explicar
Atitudes estranhas de quem nunca disse
Mas fez parecer amor o que queria ofertar
No final o gélido e incómodo silêncio
Que teima com frequência vir visitar
Pensando ser essa a fórmula correcta
Para uma atitude incorrecta poder justificar
Hermes
3/24/2008
Quando na alma ferida a dor se entranha,
Tentar esquecer é uma luta desigual,
Ainda ouço os teu sorriso de forma estranha,
Parecendo divertimento em descabido ritual
Há.., como queria que pudesses entender
Como desejava com fervor que sentisses
Que não há formulas para relações manter
Nem Sentimentos que prendem.
Sem deixar que partisses.
Como senti essa mudança terrível e medonha
Carregada de medos confusões e peçonha
Deixa-me o corpo sujo, estafado ,feito um trapo
A alma esmagada ,entristecida , morta de vergonha.
Deixa-me aqui neste sufoco, aos poucos acabando
Não sei se vou continuar, não sei que caminho tomarei
Lembrando-me decerto que quero esquecer-te
Com a certeza absoluta que jamais o conseguirei.
Hermes 3/19/2008
Eu hoje fiquei tão triste
Não entendo o que me aconteceu
Talvez precise desabafar um pouco
Talvez precise falar com Deus
Eu sei que não é possível
Talvez Deus esteja ocupado
O que sinto eu sei bem
É tristeza,é amor,é saudade,
Mas isso não é pecado.
Sinto saudade do que vivi
Daquilo que contigo passei
Dos caminhos que percorri
Dos sítios por onde andei
Sinto saudade de tudo e de nada
Do mais pequeno dos prazeres
Do que era certo e era louco
Sinto saudade do passado
Sinto saudades sem fim
Sinto saudades de à pouco !
Hermes 3/11/2008
Minhálma, de sonhar-te, anda perdida Meus olhos andam cegos de te ver! Não és se quer razão do meu viver, Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida... Passo no mundo, meu amor, a ler No misterioso livro do teu ser A mesma história tantas vezes lida!
"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..." Quando me dizem isto, toda a graça Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, digo de rastros: "Ah! Podem voar mundos, morrer astros, Que tu és como Deus: Princípio do Fim!..."
Florbela Espanca
1/9/2008
Quando no silêncio do meu pensamento,
Desejo ter-te a meu lado.
Quando a angustia desse desejo,
O faz ser cada vez mais desejado.
Quando no silêncio dum abraço.
Consigo dizer-te mais que todas as palavras.
Quando te olho no olhos,
Ouvindo em silêncio o que me querem gritar,
Aumenta em mim o desejo,
Essa vontade de mais forte te abraçar.
No silêncio dessas palavras sem as pronunciar,
Trocadas pelos olhos de tanto olhar.
Quando no silêncio desse abraço
Os meus lábios procuram os teus para os tocar,
As minha mãos o teu corpo para o acariciar,
Quando no silêncio do nosso silêncio
Dissemos tudo sem uma única palavra articular
Escutando em silêncio o momento em que nos vamos separar
Esperando de novo... em silêncio,
O momento em que nos voltemos a encontrar
Hermes 11/8/2007
Un giorno lo troverò
Apparirai non sanno di cui
Come l'acqua che appare della fonte
Cristallina e pura.
Verrai,
Va corpo esbelto e nudo
Seducente e provocatorio
Con sguardo brillante
Fisso nel mio sempre
Di forma lungo ed intrépide
Lasciandomi a metà persa
In uno spazio già dimenticato
Che vorrò ricordare
Finché l'incanto me durerà
Desidererò non dimenticare
Finché lo vorrai
Finché esisterai
Finché lo desidererai
O semplicemente.
A quando a te me ammari
Hermes 10/24/2007
Gosto da suavidade das palavras,
Da doce brisa que as arrasta,
Da melancolia que as envolve
Da sensação que nos causam.
Da liberdade do pensamento,
Da fantástica ilusão de voar,
De dar largas á imaginação,
De Zéfiro, de Platão,
De Séneca, Camões e Gedeão,
Da vida real e imaginada,
Gosto da vida,
Com tudo, sem nada,
Hipocrisia... Não !!
Hermes 10/21/2007
A saudade vai aumentando,
Não é pela distância que nos está separando,
Porque essa não a contabilizamos,
É porque no peito aperta,
De forma estranha e sentida,
A ausência sempre sofrida,
No espelho desta alma já esmorecida.
Não esqueço nem me lembro do teu perfume,
Do calor dos teus lábios como se fosse lume,
Da ansiedade de um sonho intenso,
Do acordar, do eterno azedume.
Após a tormenta queimo incenso,
Apago o fogo dos lábios soluçando,
Com lágrimas que se vão arrastando,
Fica-me na memória e vou guardando.
Não quero ter nem sinto qualquer ciúme
Jamais esqueço o calor do teu beijo
O aroma do teu perfume
Hermes 10/16/2007
Não te procuro mais
Cansei !
Desisto dessa dolorosa ilusão,
Dos falsos sonhos que construi,
Da esperança que perdi.
Não quero mais pensar
Nos loucos beijos imaginados,
No colar dos nosso lábios molhados
Sedentos de amor e paixão.
Nas caricias que trocámos,
Nas minhas trémulas mãos
Que com elas os teu cabelos afaguei,
E percorri cada milímetro do teu corpo
Sequioso dessa emoção.
Dos abraços que te dei,
De cada momento que juntos passámos,
Das noites em que ao luar nos olhámos
Do amor que fizemos.
Quero desse sonho acordar,
Porque de um sonho não passa
Sonho que o meu pensamento castra.
O que construi em te redor
Foi ternura, paixão, amor.
Mesmo sendo um sonho
O que fiz foi com fervor.
Cansei !!
Não te procuro mais !!
Porque te amo, meu amor !!
Hermes
9/23/2007
Um dia vou encontrar-te
Surgirás não sei de onde
Como a água que surge da fonte
Cristalina e pura.
Virás tu,
De corpo esbelto e nu
Sedutora e provocante
Com olhar brilhante
Fixo no meu a cada instante
De forma longa e atrevida
Deixando-me meio perdido
Num espaço já esquecido
Que vou querer lembrar
Enquanto o encanto durar
Eu vou desejar não esquecer
Enquanto tu me quiseres
Enquanto tu existires
Enquanto tu me desejares
Ou simplesmente.
Até quando tu me amares
Hermes
9/16/2007
Olhei para dentro de mim
Com o intuito de encontrar
Explicação para o facto
D´á imagem e semelhança
Com Deus me relacionar
Comecei bem no fundo
Desta perfeita construção
Tudo está no seu lugar
Em perfeita harmonia
Desempenhando a sua função
No que vi fisicamente
Não vislumbrei qualquer defeito
A concepção é Divina
Jamais a contestaria
Só poderia ser perfeito
Fui ainda mais profundo
Até ás entranhas do meu ser
Onde estão alojados
Sentimentos , vontades
Alegrias e padeceres.
Figurava de tudo um pouco
Amor, raiva, desilusão,
Inveja , até ciúmes,
Muita, muita contradição.
Fiquei preocupado
Com sentimentos descabidos
Tão cheios de preconceitos,
Então baixinho murmurei
Deus porque me fizeste
Assim...
Com tantos defeitos !
Hermes
9/10/2007 Sem desprimor para quem me comenta, o que desde já agradeço. Não podia deixar
de salientar quem o faz de maneira a ser lido por outra lingua, tão próxima e tão distante
de nós, o Espanhol.
A maneira simpática, carinhosa e a simplicidade de um nome YO , faz-me orgulhosamente
publicar , neste momento, o meu texto que ela própria tão bem traduziu.
le hablé al vacío
apareciste de la nada
la imagen fría que de ti guardo
esa sensacin extraña
que me recorre el alma
sin haberte tocado nunca
las palabras dulces que nos dijimos
las promesas q hicimos
las caricias que anhelamos
en las frases estarán retenidas
olvidadas
vagamente recordadas
con tanto para decir
tanto sueño por concretar
de la nada apareciste
a la nada volviste
sin que al menos una vez
yo te pudiese tocar
simplemente precioso.
muito obrigada 9/7/2007
Não te vejo nem te escuto
Mas sinto a tua presença
Visitas-me quando não estou
Procuras a minha ausência
Os teus vestigios deixados
São perfume inebriante
Pedaços de sentimentos
Relembrados a cada instante
Sinto-te com facilidade
Mesmo sem o que referi
Tal é o tamanho e a beleza
Daquilo que sinto por ti
O que me faz escrever
É muito mais que amor
O que me invade o coração.
Hermes
8/13/2007
Cada vez que aqui venho
De peito aberto e esperançado
Com o intuito de te encontrar
Com a vã esperança de ver-te
Nesta forma diferente de te falar
O tempo passa sem por isso dar
Porque o tempo já pouco importa
Ele voa, desaparece como fumo no ar
Não se incomodando que eu sofra
Nesta diferente forma de te olhar
Com o coração repleto de saudades
E outros sentimentos que não sei explicar
É muito maior do que pensas
O que sinto é o alimento
Desta diferente forma de te amar
Hermes
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